Escrituras Sagradas

Tradição escrita: registro dos ensinamentos sagrados

Tendo em vista uma visão mais ampla das diferentes culturas religiosas e, por conseguinte, o respeito a diversidade de crenças e a liberdade que nos foi garantida por lei de seguir qualquer doutrina religiosa que julguemos pertinente e que, obviamente, não atente às leis da vida, é indispensável que reconheçamos o papel da tradição escrita na preservação de memórias, acontecimentos e ensinamentos religiosos.

Faremos então, uma pequena viagem em que estudaremos algumas das principais escrituras sagradas de diferentes religiões.

Alcorão

O Alcorão (ou Corão) é o livro sagrado do islamismo, ou islã. De acordo com a tradição muçulmana, Deus revelou o Alcorão ao profeta Maomé em visões e mensagens ao longo de um período de vinte anos. No islã, o livro é visto como a palavra verdadeira de Alá, ou Deus. É do Alcorão a palavra final sobre questões sociais, religiosas e legais islâmicas.

O Alcorão foi escrito em árabe. É dividido em 114 capítulos chamados suras, cada um dos quais inclui uma oração e se divide em versículos.

De acordo com a tradição muçulmana, Maomé, aos 40 anos, recebeu a visita do Arcanjo Gabriel e este lhe fez revelações acerca da existência de um único deus, Allah, e que Maomé, assim como Abraão, Moisés e Jesus, que era um de seus profetas, tendo como principal missão a divulgação de palavra divina entre os homens. Maomé, dada a suposta condição de iletrado, buscou recitar as revelações que lhe eram feitas e, após a sua morte, esses ensinamentos foram reunidos e compilados no chamado Alcorão, que em árabe significa “recitação”. O Alcorão consiste na manifestação de Deus através das revelações do profeta em que constam os dogmas religiosos, as bases éticas e morais do Islã, servindo como um modelo de conduta de seus fiéis.

O Islã, como podemos ver, partilha de similaridades – a exemplo do monoteísmo e da presença de profetas – e distinções quando comparadas ao Cristianismo e Judaísmo. Conhecer a religião muçulmana, sobretudo o Alcorão – livro em que consta a base dogmática do Islã – se torna uma possibilidade de estabelecer novas conexões entre o ocidente e o oriente, para além das posições antagônicas clássicas produzidas pela historiografia tradicional.

No tempo de Maomé, os árabes adoravam muitos deuses. O Alcorão enfatiza que existe apenas um deus, chamado Alá. A mensagem de Alá a Maomé é ao mesmo tempo um aviso e uma promessa. O aviso é dado a todos aqueles que se negam a acreditar no Deus único. Aqueles que creem em Alá e que cumprem sua vontade recebem a promessa de uma recompensa que durará para sempre.

A ressurreição (volta à vida) dos mortos é um tema importante do Alcorão. Outros tópicos são sobre anjos, demônios, céu e inferno. Há também capítulos sobre as leis do casamento e do divórcio, além de seções sobre os deveres dos pais para com os filhos, dos senhores para com seus empregados e dos ricos para com os pobres. O Alcorão também inclui narrativas sobre profetas e pessoas mencionados na Bíblia.

Fonte(s): escola.britannica.com.br, sites.ufpe.br/leom/.

Exercícios:

  1. A que religião pertence o Alcorão?

  2. Como, de acordo com a tradição muçulmana, foi revelado, ou surgiu, o Alcorão?

  3. Como é dividido e como chamamos as divisões do Alcorão?

  4. O Islamismo é uma religião monoteísta. Como se chama este Deus único?

  5. O que são Maomé, Abraão, Moisés e Jesus segundo o Islã?

  6. No tempo de Maomé, os árabes adoravam muitos deuses. O Alcorão enfatiza que existe apenas um deus, chamado Alá. A mensagem de Alá a Maomé é ao mesmo tempo um aviso e uma promessa. Qual é o aviso e qual é a promessa?

Páli Tripitakan

O Cânone Pāli ou Cânone Páli, também conhecido como Tipitaka ou Tripitaka (do páli ti, "três" + pitaka, "cestos"), é a coleção canónica de livros sagrados que compõe o corpo doutrinal da tradição budista Theravada, preservada na língua Páli. É o mais completo dos cânones do Budismo inicial.

O cânone divide-se em três pitakas:

  • Vinaya Pitaka (vinayapiṭaka)

  • Sutta Pitaka ou Suttanta Pitaka

  • Abhidhamma Pitaka

Tripitaka

O Cânone Pāli também é conhecido como Tripitaka, ou "Três Cestos", porque os manuscritos que continha, inscritos sobre folhas secas de palmeira, eram tradicionalmente guardados em três cestos diferentes.

Vinaya pitaka

Vinaya pitaka, ou Cesto de Disciplina (Monástica), e a primeira divisão do Cânone Pāli, a qual constitui o suporte da vida monástica do Sangha. Inclui as regras que regulam a vida dos monges (bhikkhus) e monjas (bhikkhunis) mas também contém os procedimentos de convivência e as convenções de etiqueta orientadas para atingir a harmonia tanto na relação entre os membros da vida monástica, como entre estes e os seus seguidores laicos. O Vinaya-pitaka não é, porém, limitado a uma simples lista de regras, pois inclui também as histórias que originaram cada uma destas, com pormenores sobre como Buda solucionava os problemas que iam aparecendo dentro do Sangha e mantinha a harmonia no seio da comunidade que era cada vez maior e diversificada. É composto por 6 volumes.

Sutta pitaka

Sutta pitaka, ou Cesto de Discursos, é a coleção dos discursos ou sermões, cuja autoria e atribuída geralmente ao próprio Buda e, por vezes, aos seus mais imediatos discípulos. Este Cesto contém o coração dos ensinamentos budistas. É a mais extensa das partes, sendo que os discursos Suttas estão divididos em 5 volumes ou Nikayas (o número dos volumes corresponde à edição da PTS (Pali Text Society):

1.Dīgha Nikāya, ou Coleção de 34 "Discursos Longos" (3 volumes).

2.Majjhima Nikaya, ou Coleção de 152 "Discursos Médios" (3 volumes).

3.Samyutta Nikaya, ou Coleção de 7762 "Discursos Relacionados", agrupados por tema em 56 secções (samyuttas) (5 volumes).

4.Anguttara Nikaya, ou Coleção de 9950 "Discursos sobre Um Só Tema em Ordem Ascendente", agrupados segundo o número de artigos que se dão em listas (5 volumes).

5.Khuddaka Nikaya, que consiste em 15 "Textos Pequenos" em 20 volumes. Inclui textos de temática variada, muitos deles em verso, que contêm parte do material mais antigo e mais recente do Cânone.

Abhidhamma pitaka

Abhidhamma pitaka, ou Cesto de Ensinamentos Adicionais, ou Cesto dos Textos Superiores, é a coleção de textos nos quais se abordam os princípios doutrinais presentes nos outros dois Cestos. Estes princípios estão aqui reorganizados e estruturados dentro de um sistema que investiga a natureza da mente e da matéria. É composto por 7 textos em 13 volumes, numa edição.

Fonte: pt.wikipedia.org

Exercícios

  1. Crie um caça-palavras de, no mínimo, 10 palavras sobre o Tripitaka e o Budismo. Cada palavra deverá estar dentro de um contexto, ou seja, deverá ter uma explicação ou ser parte dela.

Sugiro a criação de 10 frases com a palavra a ser inserida no caça-palavras destacada (sublinhada ou maiúscula).

Para criar o caça-palavras você pode fazê-lo em seu caderno ou folha quadriculada, ou ainda, utilizar a ferramenta CRIADOR DE CAÇA-PALAVRAS GENIOL

Vedas

Denominam-se Vedas as quatro obras, compostas em um idioma chamado Sânscrito védico, de onde se originou posteriormente o sânscrito clássico. Inicialmente, os Vedas eram transmitidos apenas de forma oral porque ainda hoje, em algumas regiões da Índia, como Kerala, há escolas védicas onde as crianças aprendem de cor o seu conteúdo.

Os Vedas formam a base do extenso sistema de escrituras sagradas do hinduísmo, que representam a mais antiga literatura de qualquer língua indo-europeia. A palavra Veda, em sânscrito, significa conhecer.

A tradição do canto védico foi classificada pela UNESCO em 2008 como Património Cultural Imaterial da Humanidade.

Há muitas dúvidas sobre a época em que os Vedas foram compostos. Até recentemente, aceitava-se que eles teriam sido elaborados por volta de 1500 a.C. Mas essa datação se baseava apenas em evidências linguísticas e na teoria da invasão ariana, que tem sido colocada em dúvida.[2] Pode ser que sua composição tenha se iniciado por volta de 2000 a.C., ou mesmo antes.

Os Vedas formam a base do extenso sistema de escrituras sagradas do hinduísmo, que representam a mais antiga literatura de qualquer língua indo-europeia. A palavra Veda, em sânscrito, da raiz विद् vid- (reconstruída como sendo derivada do proto-indo-europeu weid-) que significa conhecer, escreve-se वेद veda no alfabeto devanágari e significa "conhecimento". É a forma guna da raiz vid- acrescida do sufixo nominal -a.

São estes os quatro Vedas:

  • Rigveda ("veda dos hinos")

  • Yajurveda ("veda do sacrifício")

  • Samaveda ("veda dos cantos rituais")

  • Atarvaveda

Muitos historiadores consideram os Vedas os textos sobreviventes mais antigos. Estima-se que as partes mais novas dos vedas datam a aproximadamente 1000 a.C.; o texto mais antigo (Rigveda) encontrado é, atualmente, datado a aproximadamente 1500 a.C. ou 2000 a.C., mas a maioria dos indólogos concordam com a possibilidade de que uma longa tradição oral existiu antes disso. Representam o mais antigo extrato de literatura indiana e, de acordo com estudantes modernos, são escritos em uma forma de linguagem que evoluiu no sânscrito. Eles consideram o uso do sânscrito védico como a linguagem dos textos um anacronismo, embora seja geralmente aceita.

Conteúdo

Os vedas consistem de vários tipos de textos, todos datando aos tempos antigos. O núcleo é formado pelos mantras que representam hinos, orações, encantações, mágicas e fórmulas, rituais, encantos etc. Os hinos e orações são endereçados a uma grande quantidade de deuses (e algumas deusas), dos quais importantes membros são Rudra, Varuna, Indra, Agni, etc. Os mantras são suplementados por textos relativos aos rituais sacrificiais nos quais esses mantras são utilizados e também textos explorando os aspectos filosóficos da tradição ritual, narrativas e muito mais

Exercícios:

  1. O que são os Vedas?

  2. Quantas e quais obras compõem os Vedas?

  3. Quando estima-se que surgiu o primeiro veda?

  4. Explique, resumidamente o conteúdo de cada Veda.

VOCÊ PODE RESPONDER DIRETAMENTE NO FORMULÁRIO.

Torá

Torá (do hebraico, significa instrução, apontamento, lei) é o nome dado aos cinco primeiros livros do Tanakh (também chamados de Hamisha Humshei Torah, as cinco partes da Torá) e que constituem o texto central do judaísmo. Contém os relatos sobre a criação do mundo, a origem da humanidade, o pacto de Deus com Abraão e seus filhos, e a libertação dos filhos de Israel do Egito e sua peregrinação de quarenta anos até a terra prometida. Inclui também os mandamentos e leis que teriam sido dadas a Moisés para que entregasse e ensinasse ao povo de Israel.

Chamado também de Lei de Moisés (Torah Moshê), hoje a maior parte dos estudiosos são unânimes em concordar que Moisés não é o autor do texto que possuímos, mas sim que se trate de uma compilação posterior. Por vezes, o termo Torá é usado dentro do judaísmo rabínico para designar todo o escopo da tradição judaica, incluindo a Torá escrita, a Torá oral (ver Talmud) e os ensinamentos rabínicos. O cristianismo, baseado na tradução grega Septuaginta, também conhece a Torá como Pentateuco, que constitui os cinco primeiros livros da Bíblia cristã.

Divisão da Torá

As cinco partes que constituem a Torá são nomeadas de acordo com a primeira palavra de seu texto, e são assim chamadas:

  • Bereshit - No princípio conhecido pelo público não judeu como Gênesis

  • Shemot - Os nomes ou Êxodo

  • Vaicrá - E chamou ou Levítico

  • Bamidbar- No ermo ou Número

  • Devarim - Palavras ou Deuteronômio

Geralmente suas cópias feitas a mão, em rolos, e dentro de certas regras de composição, usadas para fins litúrgicos, são conhecidas como Sefer Torá, enquanto suas versões impressas, em livro, são conhecidas como Chumash.

Origens e desenvolvimento da Torá

A tradição judaica mais antiga defende que a Torá existe desde antes da criação do mundo e foi usada como um plano mestre do Criador para com o mundo, humanidade e principalmente com o povo judeu. No entanto, a Torá como conhecemos teria sido entregue por Deus a Moisés, quando o povo de Israel após sair do cativeiro no Egito, peregrinou em direção à terra de Canaã. As histórias dos patriarcas, aliados ao conjunto de leis culturais, sociais, políticas e religiosas serviram para imprimir sobre o povo um sentido de nação e de separação de outras nações do mundo.

De acordo com algumas tradições, Moisés é o autor da Torá, e até mesmo a parte que discorre sobre sua morte (Devarim Deuteronômio 32:50-52) teria sido fruto de uma visão antecipada dada por Deus. Outros defendem que, ainda que a essência da Torá tenha sido trazida por Moisés, a compilação do texto final foi executada por outras pessoas. Este problema surge devido ao fato de existirem leis e fatos repetidos, narração de fatos que não poderiam ter sido escritos na época em que foram escritos e incoerência entre os eventos, que mostra a Torá como sendo fruto de fusões e adaptações de diversas fontes de tradição. A Torá seria o resultado de uma evolução gradual da religião israelita.

A primeira tentativa de sistematizar o estudo do desenvolvimento da Torá surgiu com o teólogo e médico francês Jan Astruc. Ele é o pioneiro no desenvolvimento da teoria que a Torá é constituída por três fontes básicas, denominadas jeovista, eloísta e código sacerdotal, e mais outras fontes além dessas três. Deve-se enfatizar que, quando se fala dessas fontes, não se refere a autores isolados, mas sim a escolas literárias.

Um estudo sobre a história do antigo povo de Israel mostra que, apesar de tudo, não havia uma unidade de doutrina e desconhecia-se uma lei escrita até os dias de Josias. As fontes jeovista e eloísta teriam sua forma plenamente desenvolvida no período dos reinos divididos entre Judá e Israel (onde surgiria também a versão conhecida como Pentateuco Samaritano). O livro de Deuteronômio só viria a surgir no reinado de Josias (621 a.C.). A Torá como conhecemos viria a ser terminada nos tempos de Esdras, onde as diversas versões seriam finalmente fundidas. Vemos então o início de práticas que eram desconhecidas da maioria dos antigos israelitas, e que só seriam aceitas como mandamentos na época do Segundo Templo, como a Brit milá, Pessach e Sucót, por exemplo.

Fonte: ensinoreligioso.seed.pr.gov.br

Exercícios:

  1. A palavra Torá vem do hebraico e significa:
    a) Evangelho c) Instrução
    b) Papiro d) Previsão

  2. Qual o conteúdo do seu texto?

  3. Como são chamadas as cinco partes que constituem a Torá?

    As partes da Torá são nomeadas de acordo com seu texto, logo, identifique cada parte:

  4. No Ermo
    a) Bereshit d) Bamidbar
    b) Shemot e) Devarim
    c) Vaicrá

  5. Os nomes
    a) Bereshit d) Bamidbar
    b) Shemot e) Devarim
    c) Vaicrá

  6. No princípio
    a) Bereshit d) Bamidbar
    b) Shemot e) Devarim
    c) Vaicrá

  7. Palavras
    a) Bereshit d) Bamidbar
    b) Shemot e) Devarim
    c) Vaicrá

  8. E chamou
    a) Bereshit d) Bamidbar
    b) Shemot e) Devarim
    c) Vaicrá

  9. O cristianismo, baseado na tradução grega Septuaginta, também conhece a Torá como Pentateuco, que constitui os cinco primeiros livros da Bíblia cristã. Relacione a parte da Torá ao respectivo livro da Bíblia:
    a) Bereshit ( ) Gênesis
    b) Shemot ( ) Levítico
    c) Vaicrá ( ) Número
    d) Bamidbar ( ) Deuteronômio
    e) Devarim ( ) Êxodo

  10. Segundo a tradição judaica mais antiga, de quando descende a Torá e para que foi usada?

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Bíblia

A Bíblia é um dos livros sagrados da Humanidade, a interpretação religiosa da jornada humana pela Terra, do ponto de vista do povo judeu, narrada pelo próprio Homem, mas, segundo a Igreja, inspirada diretamente por Deus.

Esta obra é considerada pelos estudiosos como uma fonte de alto valor literário. Ela deriva do grego Bíblos ou bíblion, significando ‘rolo’ ou ‘livro’. No latim da Idade Média, Bíblion alude a uma coleção de livros.

A primeira pessoa a se referir à totalidade dos livros contidos no Antigo Testamento e no Novo Testamento com uma expressão única foi São Jerônimo, tradutor do Livro Sagrado, elaborado por volta do século IV, para o Latim – a Vulgata Latina -, batizando-a de ‘Biblioteca Divina’. A palavra ‘Bíblia’ foi adotada pelo Cristianismo a partir do ano 200 d.C. Segundo as diversas religiões cristãs, ela foi escrita por vários escribas, sacerdotes, reis, profetas e poetas, mais ou menos em mil e seiscentos anos.

Os textos bíblicos foram traduzidos para o hebraico, o aramaico, o grego, até chegar à atualidade. A Bíblia latina foi o primeiro livro importante a ser impresso pelo método desenvolvido por Johannes Gutemberg, no século XV. Assim, antes de 1500 ela já havia sido publicada em pelo menos seis línguas – alemão, italiano, francês, tcheco, holandês e catalão -, baseada na versão em latim. Em princípios do século XVI, manuscritos em grego e hebraico alcançaram a Europa Ocidental, tornando-se acessíveis para os sacerdotes. Estudiosos como Erasmo de Roterdã, responsável pela publicação da versão grega do Novo Testamento, lado a lado com a tradução latina, muito contribuíram para que se pudesse ler este livro na sua língua natal, mesmo que os originais de que Erasmo dispunha não fossem de total veracidade.

A Igreja Católica Apostólica Romana determinou como oficiais 73 livros bíblicos, 46 integrantes do Antigo Testamento e 27 do Novo. A Bíblia Católica tem sete livros a mais no Velho Testamento do que as versões adotadas por outras religiões cristãs e pelo Judaísmo – são os chamados Deuterocanônicos ou livros do Segundo Cânon: Tobias, Judite, I Macabeus, II Macabeus, Sabedoria, Eclesiástico e Baruque, tidos como apócrifos por algumas igrejas. Esta Bíblia também traz alguns fragmentos a mais nos livros de Ester e Daniel, considerados Protocanônicos, ou do Primeiro Cânon. Os textos mais antigos das Sagradas Escrituras, descobertos até a atualidade, são um pergaminho escrito por Isaías em hebraico, que data do século II a.C., encontrado em 1947 nas cavernas do Mar Morto – parte dos famosos Pergaminhos do Mar Morto -, e um papiro no qual se vê um trecho do Livro de João 18.31-33, 37, 38, também do século II a.C.

Originalmente a Bíblia não era dividida em capítulos e versículos. Os capítulos foram criados pelo Professor Stephen Langton, em 1227 d.C, para tornar mais fácil e fluente a leitura e também menos complexa a tarefa de localizar citações. Em 1551 Robert Stephanus percebeu que era fundamental implementar subdivisões nesta obra, e assim elaborou os versículos. Antes da criação engenhosa de Gutemberg, a Bíblia era preparada artesanalmente, e assim poucos tinham a possibilidade de adquirir este livro, extremamente raro na época. Percebe-se a importância da invenção da gráfica, que tornou esta obra, agora publicada em vários idiomas, popular e acessível para cada pessoa. Somente em 1748 d.C. surgiu uma edição bíblica na língua portuguesa, a partir da Vulgata Latina.

A publicação da Bíblia em uma maior escala teve várias implicações religiosas, já que a Igreja, durante muito tempo, pretendeu ter o monopólio dos textos bíblicos, podendo dispor sobre seu conteúdo como bem entendesse. Este foi um dos pontos capitais das reivindicações luteranas durante a Reforma. A partir de então, tornou-se possível interpretar de formas diversas as Escrituras Sagradas, com a conseqüente formação de novas igrejas e seitas, a princípio combatidas ardorosamente pela Igreja Católica, mas com o passar do tempo toleradas por suas autoridades.

A Ciência tem visto a Bíblia como uma fonte de conhecimentos históricos muito importantes, e várias narrativas serviram de base para pesquisas e descobertas da Arqueologia nos séculos mais recentes. Suas informações são comparadas a outros documentos atuais, uma vez que os textos nela contidos são frutos de uma visão de mundo inerente a um povo, uma cultura que acredita ser a eleita de Deus. Sua autoridade histórica também é inquestionável, já que vários países nasceram inspirados por suas páginas, como os EUA, e outras tantas culturas foram extintas em nome das interpretações cristãs de seu conteúdo, como os Incas, Maias, e tantos povos indígenas.

A Bíblia já foi escrita nos mais variados materiais, como a pedra – inscrições egípcias e babilônicas de 850 a.C.; argila e cerâmica, descobertas na Ásia e na Babilônia; madeira, durante muito tempo utilizada pelos gregos; o couro; o papiro, de fibras vegetais; velino, elaborado com a pele do bezerro ou do antílope, o mais comum dos manuscritos, ou o pergaminho, feito com pele de ovelhas e de cabras, mais raro; papel, o veículo mais usado atualmente; e formas contemporâneas, como o CD, o CD-Room e a Internet.

Fonte: infoescola.com

Exercícios:

  1. De onde vem a palavra "Bíblia"?

  2. O que é a Bíblia? Sobre o que fala?

  3. Como tudo começou?

  4. Cite alguns materiais nos quais ja foram escritos a Bíblia.

  5. Como é dividida a Bíblia?

  6. Quais livros constam na Bíblia Católica que não constam nas demais religiões cristãs e o Judaísmo?

  7. Quantos livros possui a Bíblia Católica?

Você pode fazer as atividades no seu caderno e mostrar ao professor ou RESPONDER NO FORMULÁRIO.